Após redução na gasolina, Bolsonaro chama Petrobras de “fantástica”

Presidente elogiou decisão da estatal de reduzir em R$ 0,20 o preço da gasolina vendidas às distribuidoras



Foto: Reprodução


Após a Petrobras anunciar redução de R$ 0,20 no preço da gasolina vendida às distribuidoras, o presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou a empresa estatal de “fantástica”. A declaração foi dada durante a tradicional live semanal realizada nesta quinta-feira (21/7).


Na ocasião, o chefe do Executivo federal, cuja gestão é marcada por atritos com a petroleira, elogiou a medida adotada pelo novo presidente Caio Paes de Andrade. “Quem diria? A nossa querida Petrobras, que é uma empresa fantástica, mas não estava tendo viés social previsto em lei… Estamos em guerra: final da Covid, guerra lá fora, não tinha esse olhar social”, disse.


“Ontem [20/7], a Petrobras baixou R$ 0,20 o preço nas refinarias. Vi a explicação do presidente da Petrobras, dizendo que seguiu os critérios da Preço de Paridade de Importação (PPI), que foi no governo do Michel Temer. Me culpam de tudo, só não me culpam pela redução do preço dos combustíveis”, prosseguiu Bolsonaro.


O presidente ainda aproveitou a oportunidade para rebater as críticas de opositores políticos, incluindo o ex-presidente Lula (PT). “Ele critica que tá alto [o preço], quando reduz ele, que não vou falar o nome, critica que eu reduzi o preço dos combustíveis”, completou.

Reajuste nos preços

Após uma série de altas, a Petrobras anunciou, na terça-feira (19/7), que reduziria em 4,92% o valor da gasolina vendida às distribuidoras. O preço médio de venda do combustível passará de R$ 4,06 para R$ 3,86 por litro, diferença de R$ 0,20 por litro, a partir de quarta-feira (20/7).


Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba.


“Essa redução acompanha a evolução dos preços internacionais de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, informou a companhia, em nota.



A última redução promovida pela Petrobras sobre o preço da gasolina ocorreu há cerca de sete meses, em 15 de dezembro do ano passado. Desde então, valor médio do combustível sofreu pelo menos três aumentos, segundo dados da estatal analisados pelo Metrópoles. No acumulado do período, o reajuste é superior a 30%.



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